quinta-feira, 26 de julho de 2007

Ilha do Sal

Estive lá em 2005 e adorei. Gostei das pessoas, do mar, da comida, do calor. Não gostei dos preços nem da pobreza que se vê no interior. Também fui à Ilha de Santiago e aí vi mais coisas de que não gostei do que o contrário.
Quero voltar a Cabo Verde, à ilha do Sal, conhecer as outras ilhas, outras pessoas.

49 momentos do Sal AQUI

EDIT: encontrei noutro blog a notícia de que houve obras no pontão de Santa Maria, onde quase todas as fotos da minha galeria foram feitas. Ver AQUI

Vejam também este VIDEO. Parabéns ao autor!

terça-feira, 24 de julho de 2007

Olhar para a frente

Tirei esta foto em Cabo Verde, num sítio lindíssimo. Tirei várias a estes putos, a falarem, virados para mim, a brincarem, a fazerem gestos, mas esta é a minha preferida de todas. Sempre que olho para ela fico a imaginar o que é que os putos estariam a pensar. Ficaram calados e parados, os dois assim na mesma posição, com os dedos a sairem por baixo dos braços, a olharem para a frente. Estariam pasmados com o azul do mar, como eu fiquei? Acho que não. Estariam a olhar para aquilo que nunca viram? É possível.
Imaginem o que quiserem.

Vou pôr aqui mais umas fotos de Cabo Verde.
Sodade ...

Nonos Encontros

Suggestion: Running the Numbers, An American Self-Portrait

Depicts two million plastic beverage bottles, the number used in the US every five minutes.

Partial zoom:

Detail at actual size:


Esta é uma peça de uma exposição a decorrer em Nova Iorque. Mais informação AQUI.
Estou a colocar isto porque, além de as imagens e de o conceito me agradarem bastante, penso sobre esta questão frequentemente. Um caso flagrante é o dos sacos plásticos que se trazem aos molhos dos supermercados. Ainda me lembro que quando eu era puto os sacos de plástico eram raros. Os meus avós, sempre que apanhavam um, guardavam-no, bem dobradinho, para quando viesse a fazer falta. E havia uma classificação - os bons, com plástico resistente e com asas, e os rasca, que não aguentavam nada. O meu avô ainda hoje tem uma colecção de sacos dobradinhos. Eu tenho uma colecção desordenada de sacos quase todos rasca que trago do supermercado, porque isto de entrar na loja com um saco já usado, que se leva de casa, até parece mal. Portanto, cada vez que lá vou contribuo para o consumo de mais uma série de sacos, que acabam por ir parar ... medo ... ao LIXO! Eu penso nisso e tento controlar a coisa. Então e quem não está nem aí? Bom, só em Portugal devem consumir-se trimbadalhalhões (muitos) de sacos, que devem representar algumas toneladas de plástico não reciclável a ir para o ambiente.
Voto no saco de papel.

Imaginação

Conhecem esta maneira de olhar, assim como quem não está a olhar para nada mas a imaginar alguma coisa? Acontece a quase toda a gente. A quem acha que não tem tempo para isso, deixo um pensamento: tomem um chá.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Oitavos Encontros

Sétimos Encontros

Sextos Encontros

Suggestion: FFFFOUND!

Descobri este site a semana passada. É um sítio onde os utilizadores colocam imagens que encontraram na internet e das quais gostam. Além disso recebem a recomendação de outras de que possam gostar.

About FFFFOUND!

FFFFOUND! is a web service that not only allows the users to post and share their favorite images found on the web, but also dynamically recommends each user's tastes and interests for an inspirational image-bookmarking experience!!


Vou ficar FFFFã disto!

http://ffffound.com/


Suggestion: Michael Muller

Mais um site em que a beleza da fotografia se conjuga com a sofisticação do próprio site. Gostei de passear por AQUI

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Suggestion: Carl de Keyzer

Fascinante. O site e as fotos.

Suggestion: wagnerpaula.com

Excelente design vindo do Brasil. Quem se interessar, tem aqui muito com que se entreter. O portfolio é espectacular! Clicar na imagem para ver.

Quintos Encontros

Quartos Encontros

Terceiros Encontros

Mensagem para o Edgar

Edgar, está tudo AQUI

A Vaca Manuela?

quarta-feira, 18 de julho de 2007

A Vaca que queria ir para o Circo (Menores de 9!)

Num dia solarengo na quinta do Tio António, estava a Vaca Manuela a pastar, quando ouviu um grande barulho. A vaca Manuela nunca tinha ouvido barulhos mais estranhos do que aqueles que vinham da estrada que passava do outro lado do monte. Muito curiosa, a jovem vaca pulou a cerca e foi abeirar-se da estrada para averiguar o que se passava. Normalmente por aquelas bandas não se ouvia mais do que o barulho das moscas.
Era um circo! Carros gigantes, jaulas cheias de animais ferozes e pessoas vestidas de muitas cores. Manuela nunca tinha visto nada assim. Voltou para a quinta mas não conseguiu pregar olho a noite inteira. Encontrou o mocho Gaspar, que sabia tudo, e disse-lhe: Ó mocho, hoje chegou um circo. Sabes o que é um circo não sabes?
Estou cá a pensar para com as minhas manchas que se calhar vou trabalhar para o circo.
No dia seguinte, a vaca seguiu caminho e foi andando até encontrar uma enorme tenda que tinha crescido do chão de um dia para o outro. Entrou na tenda e não viu ninguém. De repente ouviu um barulho que vinha do céu. Eram pessoas que voavam. Eram os trapezistas!
Manuela explicou ao chefe trapezista que queria muito trabalhar no circo mas o engraçado homem respondeu-lhe apenas que as vacas não são do circo. E voltou a saltar
As vacas não são do circo? Ficou Manuela a pensar.
Decidiu ir falar com um grande animal que estava numa jaula que, apesar do seu tamanho imenso e da sua tromba comprida, tinha um ar bastante amistoso. Olá, disse o animal, eu sou o elefante e tu quem és? A vaca respondeu, eu sou uma vaca que quer trabalhar no circo. O elefante levantou a tromba, arrebitou as duas enormes orelhas e disse: mas tu não sabes que as vacas não trabalham no circo?
Se os cavalos, os cães, as pessoas e os animais da selva trabalham no circo, mas porque raio é que uma vaca não pode trabalhar no circo? Pensava Manuela.

Muito triste, Manuela voltou para a quinta e passou a noite de olhos arregalados até aparecer o sábio mocho que lhe disse: Não fiques triste jovem vaquinha, as vacas não podem ir ao circo porque têm que ficar na quinta a comer as melhores ervas e dar o melhor leite para os meninos beberem. Os meninos que bebem o leite das vaquinhas ficam grandes, espertos e bem dispostos para se rirem e se divertirem muito quando vão ao circo!

terça-feira, 17 de julho de 2007

Segundos Encontos

Segunda foto da série Encontros, tirada na praia da Cruz Quebrada.
Sim, na praia da Cruz Quebrada!

Suggestion: Lenswork

"Suggestion" não será a palavra mais correcta para apresentar a Lenswork. Esta é sem dúvida a revista de fotografia mais interessante do mercado, na minha opinião. Além de cada exemplar ser uma peça a guardar com carinho, dada a qualidade de impressão, o conteúdo é de tirar a respiração. Cada fotógrafo é escolhido a dedo e as séries publicadas são habitualmente excelentes.
Nesta revista fala-se de paixão, da paixão pela fotografia, dos estímulos que levam cada fotógrafo a captar uma imagem e das emoções que cada fotografia causa em quem a vê. "Photography and the Creative Process" é o tema. Não há discussões sobre material fotográfico - digital, analógico, grande, pequeno. A única coisa que interessa são as imagens, as emoções.
Incontornável, para quem ama a fotografia.

Como estamos no século XXI, além da clássica e inultrapassável edição impressa, há ainda a versão extended em CD, 2 podcasts e pdf's sofisticados. Fixe!

http://www.lenswork.com/

Londres


Shit, I miss London!

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Primeiros Encontros

Em 2005 comecei a publicar num outro site uma série de fotos à qual chamei "Encontros". Veio daí a inspiração para o título que dei a este blog, onde vou voltar a publicá-las, bem como continuar a série. São encontros de elementos, de formas, de linhas, de coisas que a natureza ou alguém se lembrou de juntar.
Quem me quiser acompanhar será sempre bem vindo.

Esta é a primeira foto da série.

Super Bock Super Rock


Vou começar a seleccionar as fotos do SBSR deste ano. Se alguém estiver à espera para as ver, vai ter de se aguentar ainda um bocadinho...
Fica uma amostra.

Monday Mood

Queria dissertar um bocado sobre este tema, mas não sou capaz. Estou com Monday mood.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Nada de especial ou de novo

Às vezes penso que há cada vez mais pessoas que não acreditam mesmo que podem ser felizes. Que não acreditam em ninguém. E que, como vivem no jogo da defesa, nem dão nem recebem. Não trocam, mas vivem do que se consomem umas às outras. Não constroem, mas ficam felizes com as pequenas batalhas ganhas.
Ou não se entregam ou entregam-se à desconfiança e ao círculo vicioso do “Toma lá dá cá”, do “Ai é? e do “Então vais ver”.
Mas que frenesim! Que chatice!
O amor assim não funciona!!!
E ele existe que eu às vezes vejo-o por aí! Entre as pessoas com quem me cruzo. Aquelas tantas coisas que, em minutos, podemos adivinhar sobre os amores alheios. Pela forma como as pessoas se falam. Como se olham. Como se tocam. A simples e curta interacção que, se olharmos bem, deixa escapar tantas coisas para o mundo.
Mal ou bem, na onda do mundo ou fora dela, quero continuar acreditar que ainda vale a pena sonhar com qualquer coisa. Afinal de contas, o mundo até pode mesmo ser uma selva onde temos que saber sobreviver, e efectivamente até é, mas não haverá sempre um espaço para pura e simplesmente viver? Para dar, partilhar e encontrar? Sonhar?

Tempestade

Esta foto foi tirada na ponte que dá acesso ao comboio para a Praia do Barril, em Setembro de 2006. O céu estava assim naquele momento, mas o ar estava quente e pouco tempo depois ficou tudo limpo. Aquele lugar é espectacular. É o meu espaço Zen.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Salinas

Tavira, todos os anos em Setembro, pelo menos...
Está quase.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Vidas de Desencontro

Para a minha amiga C. Companheira de vidas.


Como poderia ter feito alguma coisa? Nem renunciando ao amor e à vida de Pedrito el Cavaleiro. O Nobre herói vindo das terras que ninguém conhecia que, montado no seu cavalo branco, percorria o mundo em busca da sua cara metade.

De ti, minha amiga, dizia-se que eras uma bruxa e que nas noites de lua cheia deambulavas pelas ruas por onde apenas circulam heróis, vilões e almas do outro mundo.
A mim, tua amiga apenas nas horas em que os olhares dos outros se ausentavam, disseste que encontraria o amor das minhas vidas perto de um mosteiro de cor de terracota.

Naquela tarde em que recebeste uma visão, uma mensagem ou outra coisa qualquer (confesso que nunca cheguei a perceber se realmente recebias mensagens ou se apenas por apurada intuição decidias o futuro dos outros), proferiste qualquer coisa como: "O vosso amor só se concretizará se no ano do novo rei, no preciso momento em que o Inverno passa o testemunho à Primavera e o Sol dá lugar à Lua, um cardeal de olhos cor de mar, irado, perdido e transtornado com os seus ambíguos sentimentos de amor e ódio transformar em cinzas o objecto do seu desejo". E continuaste "Até lá, durante todas as noites sem excepção, tu e essa outra parte de ti irão encontrar-se em sonhos vividos no mais profundo do vosso inconsciente. Essas noites serão tão intensas que no momento que se encontrarem frente a frente não terão dúvidas de que estão completos e o vosso primeiro beijo terá o ritmo e o sabor dos beijos de um passado que na verdade nunca existiu".
"Mas atenção, nesse mesmo dia e nessa mesma hora irás ser levada a confundir o teu destino com o destino de alguém que muito gostas. Não consigo perceber quem seja, só sei que esse alguém veio a esta vida para que numa vida que ainda nem sequer viveu possa castigar o tal cardeal de olhos cor de mar. Continuo sem perceber mas, sei que o conselho que tenho para te dar, é que deves acreditar no amor do teu cavaleiro acima de tudo. Não deves, em momento algum, desconfiar da veracidade destas minhas palavras.” E reforçaste: “Nem mesmo quando da minha boca ouvires outras que te pareçam contrárias. Nunca deves ter medo de lutar por esse cavaleiro que corre o mundo à tua procura. Essa desconfiança será a tua perdição. Serás tentada a renunciar a tudo isto e, se o fizeres, os dois precisarão de percorrer quantas vidas forem necessárias até perderem o medo de se amar. Ao longo das vidas tu e ele trocarão os papéis do fraco e do herói e, enquanto não se tornarem os dois heróis, depois dos vossos intensos encontros haverá sempre um que cedo abandonará a vida presente, de forma que ambos se tornem mais sábios nas técnicas de vencer o medo."



Cinco anos depois, no dia em que o rei morto dava lugar ao rei posto, recebo a notícia de que o tal cardeal, louco de amor por ti, cego, irado e de orgulho ferido te acusara de bruxa e te mandara para a fogueira sem demora. Desesperada, corri para a praça onde o povo já ocupara as primeiras filas para assistir ao teu espectáculo. Conseguia ouvir a tua voz de socorro e sentindo-me a única pessoa capaz de ouvir teus gritos, tentei furar a multidão para chegar até ti para fazer não sei bem o quê. Percebi que era impossível passar, o povo estava demasiado entusiasmado com a festa para abdicar do seu tão arduamente conquistado lugar na plateia.
Só há uma última hipótese, pensei, falar com o tão temido servo do Senhor. Corri para o mosteiro para implorar piedade àquele que falava em nome de Deus, antes que o pôr-do-sol ordenasse a sua sentença e, naquele 21 de Março de um ano qualquer, o fogo te levasse para sempre.

No jardim daquele mosteiro cor de terracota, a uns poucos metros da imponente porta de entrada, estava um cavaleiro. O meu cavaleiro. O meu amor que saiu dos sonhos para me levar com ele. Do seu cavalo branco olhou-me com um olhar tão profundo que me senti nua, sem roupa, sem pele e sem corpo. Restaram nossas almas para viver aquele momento tão esperado e tão intenso. E tal como previras, o nosso beijo foi igual ao que demos nos dias em que não nos conhecíamos.
Eu e a minha cara metade tornámo-nos num só. Como se antes daquele momento tudo estivesse incompleto.

Mesmo assim, minha amiga, duvidei das tuas palavras. Só depois tomei consciência da partida que as tuas intuições te tinham pregado. Tive a certeza que nunca soubeste que serias tu o tal alguém que iria confundir o meu destino. Erradamente pensei que se o soubesses nunca o tinhas proferido. E, fazendo aquilo que me avisaras para não fazer, virei as costas ao meu cavaleiro e entrei a porta do mosteiro para me ajoelhar e implorar misericórdia junto daquele cardeal que se preparava para assistir à redução do seu verdadeiro amor a cinzas.
Acreditei tanto no poder daquele momento com o meu cavaleiro que tive a certeza que ele era indestrutível e duraria para sempre.
Enganei-me. Da varanda do mosteiro, junto daquele que, por te amar mais que à própria vida decidiu transformar-te em nada, assisti à consumação do teu corpo pelo fogo. Cinzas que se perderiam num vento qualquer. Da mesma janela vi o meu herói cavalgar para longe rumo ao destino das nossas vidas de desencontro.


Agora és cinzas. És as cinzas que percorrem o rosto da minha alma gémea para lhe sussurrar as palavras de amor que nunca lhe consegui dizer.

O Cantinho

Esta foto também já tem algum tempo, mas encontro-me frequentemente com este sítio. Este cantinho é uma perdição. Mas nunca mais o vou ver assim, pois está em obras, está a ser lá construído um anexo. Tenho pena. Apontamentos fotográficos da nova versão em breve. Da versão antiga, também vou partilhar mais alguns.

EDIT: reparei agora que a primeira foto que coloquei no blog foi tirada neste cantinho. Não é coincidência, estou sempre lá! ;)

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Sonhar com o Azul do Mar


Foto antiga esta... Tirei-a em Julho de 2001 e está ainda no velhinho foto@pt.
Ainda gosto dela.

Suggestion: The Hezj

http://hejz.com/#folio